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Gastos do Carnaval podem se estender pelo ano: os riscos do parcelamento

Uso do cartão de crédito, decisões por impulso e parcelamentos ampliam o impacto financeiro dos gastos feitos durante a folia

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano pelos brasileiros e movimenta fortemente o turismo, o comércio e o setor de serviços em todo o país. No entanto, também figura entre os momentos mais críticos para o orçamento pessoal, já que o aumento do consumo, aliado ao clima de festa, às decisões por impulso e à facilidade de crédito, eleva a vulnerabilidade financeira e contribui para o crescimento do endividamento nos meses seguintes à folia, com dívidas que muitas vezes se estendem pelo resto do ano.

Segundo especialista, fevereiro costuma gerar uma falsa sensação de que o ano financeiro ainda não começou, o que reduz a percepção de risco e estimula gastos sem planejamento. O problema é que as despesas feitas durante o Carnaval não terminam com o fim da festa e costumam reaparecer nas faturas do cartão de crédito ao longo dos meses seguintes. "Existe a ideia de que os gastos do Carnaval ficam restritos a fevereiro, mas, na prática, eles se estendem por boa parte do ano na forma de parcelas e faturas elevadas", explica Carlos Castro, CEO e planejador financeiro da SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira.

Entre os gastos mais recorrentes durante o Carnaval estão viagens realizadas com pouca antecedência, o que encarece passagens e hospedagens, além de despesas com fantasias, adereços e ingressos para blocos fechados, camarotes e eventos privados. Também se destacam os gastos elevados com alimentação fora de casa, bebidas e transporte por aplicativos. Outro fator de impacto são os chamados gastos pulverizados, pequenas despesas frequentes que, somadas, comprometem uma parcela significativa do orçamento mensal.

O período carnavalesco costuma ser marcado por decisões financeiras mais imediatas e menos racionais. O ambiente de euforia, a pressão social e o medo de "ficar de fora" reduzem o tempo de reflexão antes da compra e enfraquecem o planejamento financeiro previamente estabelecido. "O ambiente carnavalesco diminui o senso de risco, as pessoas passam a gastar mais para prolongar a experiência de prazer, influenciadas pela ideia de que 'todo mundo está gastando', sem avaliar o impacto dessas decisões nos meses seguintes", explica Castro.

Parcelar lazer pode comprometer o orçamento do ano

Um dos principais riscos do período está no parcelamento de gastos de curto prazo. Diferentemente de investimentos ou da aquisição de bens duráveis, as despesas relacionadas a está data não geram valor futuro, mas comprometem a renda dos meses seguintes e reduzem a margem financeira para lidar com imprevistos. "Quando o consumidor parcela despesas do Carnaval, ele está comprometendo renda futura com algo que já terminou. Isso limita outras escolhas financeiras ao longo do ano e pode comprometer projetos importantes", avalia Castro. Segundo o especialista, o parcelamento só deve ser utilizado quando cabe integralmente no orçamento mensal e não funciona como uma tentativa de sustentar um padrão de consumo incompatível com a renda.

O uso do cartão de crédito representa um fator de risco adicional, a distância psicológica entre o momento da compra e o pagamento efetivo pode levar à perda de controle sobre gastos, especialmente em ambientes de festa, aumentando as chances de extrapolar o limite e recorrer ao crédito rotativo, que possui juros elevados. "O cartão cria a sensação de dinheiro invisível, em um controle de euforia isso facilita os excessos e transforma um gasto pontual em um problema financeiro duradouro!", alerta o especialista.

Planejamento garante diversão sem ressaca financeira

Para evitar o endividamento pós-Carnaval, o planejamento financeiro é apontado como a principal estratégia. Definir previamente um limite de gastos, separar esse valor com antecedência, priorizar pagamentos à vista ou no débito e restringir o uso do cartão de crédito ajudam a manter o controle financeiro sem comprometer a experiência.

Entre as recomendações estão evitar decisões de última hora, compartilhar despesas quando possível e estabelecer limites claros de gasto diário. "Planejar não significa deixar de se divertir. Pelo contrário, traz tranquilidade para curtir a festa sem culpa e sem a ressaca financeira depois. O Carnaval deve ser vivido como uma experiência, não como um compromisso financeiro que se arrasta pelo resto do ano. Se o gasto não cabe no orçamento sem parcelar, talvez ele não caiba na sua vida agora, planejamento financeiro é o que garante que a vida continue equilibrada depois da festa", conclui Carlos.

Sobre a SuperRico (www.superrico.com.br) – A SuperRico é uma Plataforma de Saúde Financeira que conecta planejadores financeiros a pessoas e famílias por meio de um marketplace de serviços, produtos e ferramentas tecnológicas. Uma de suas principais soluções é o Raio-X da Saúde Financeira, que identifica dores financeiras como dívidas, desorganização ou falta de planejamento, apresentando os resultados por meio do Índice de Felicidade Financeira. Com base nos objetivos definidos pela metodologia Curva de Vitalidade Financeira®, a SuperRico oferece diagnósticos completos e recomendações personalizadas para transformar a saúde financeira dos clientes. Em 2025, a empresa foi reconhecida com 3 estrelas no prêmio "As Melhores Franquias do Brasil", da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, destacando-se pela performance, qualidade da rede e satisfação dos planejadores financeiros franqueados.